É impossível contar a minha história com a Psicologia sem, antes, destacar que é por meio dela que realizo o meu propósito: ajudar pessoas a aprenderem a se relacionar de forma mais saudável, habilidosa e amorosa consigo mesmas e com os outros.
Meu exercício profissional como psicóloga clínica reflete esse compromisso pessoal com cada paciente — algo que se revela na aliança terapêutica que busco estabelecer desde o início do processo. A confiança entre psicoterapeuta e paciente é essencial para que o processo seja bem-sucedido. Essa é uma afirmação respaldada por inúmeras pesquisas na área, mas que só se concretiza quando o paciente se sente genuinamente acolhido, compreendido e orientado.
“Minha vocação em compreender e apoiar empaticamente as pessoas está presente desde a infância.”
A necessidade de fazer isso com responsabilidade e estratégias fundamentadas, no entanto, foi o que me levou à graduação em Psicologia como bolsista integral. Sempre tive prazer em aprender — por isso, os estudos acompanham meus interesses pessoais e profissionais há muito tempo.
Da mesma forma, com estudos, cursos e supervisões contínuos, tenho aprofundado minha atuação no tratamento de sintomas decorrentes de experiências difíceis — especialmente aquelas cronificadas e de efeitos prolongados. Não é possível evitar todas as adversidades que podem resultar em trauma psicológico ou em aprendizagens disfuncionais, mas é possível fortalecer repertórios de enfrentamento e regular o sistema nervoso com técnicas eficazes. Tenho me especializado em psicotraumatologia para melhor integrar, regular e curar os efeitos de longo prazo que esses eventos provocam.
Acredito em uma psicoterapia na qual o paciente se apropria da própria história e a acolhe — com todas as suas partes, inclusive as mais incômodas. Só assim pode experimentar a vida com mais inteireza, plenitude e capacidade de trilhar o caminho de volta a si mesmo sempre que se sentir perdido. Esse caminho é feito dos valores que escolheu como dignos, importantes — talvez sagrados —, e dos recursos emocionais que o sustentam mesmo em solo movediço.
Por isso, receber de alguém a permissão para auxiliá-lo a se conectar com seu próprio processo é, para mim, um privilégio.